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Bomba de efeito moral assusta mas não fere

NOTA-reportagem DA REVISTA SUPERINTERESSENTE

ILUSTRAÇÕES GOOOOOGLE E COELHO

COMENTÁRIOS FINAIS PESSOAIS

Bomba de efeito moral assusta mais [sic] não fere

São armas usadas para controlar situações de tumulto sem ferir ou matar os envolvidos.

O que são bombas de efeito moral?

 São armas usadas para controlar situações de tumulto sem ferir ou matar os envolvidos, explica o químico Renato Sheeny, da Condor Indústria Química, que fabrica os artefatos.

O princípio consiste em paralisar pelo susto. Existem quatro tipos de bombas. A mais conhecida é a granada de gás lacrimogênio que, ao ser disparada, solta um gás que irrita os olhos, a pele e a laringe e ainda provoca mal-estar. Os efeitos são momentâneos.

Outro artifício são as granadas de fumaça colorida que formam uma espessa cortina que impede a vítima de se orientar.

Geralmente, são usadas em conjunto com as granadas explosivas de luz e som. Quem sofre esses efeitos termina desorientado e praticamente impossibilitado de qualquer reação. O corpo da bomba é produzido com um plástico especial, que se desintegra evitando a formação de estilhaços.

Caso esses três artifícios não sejam suficientes para conter o tumulto e algum agressor consiga furar o bloqueio, a polícia usa cartuchos de bala de borracha. Elas provocam pequenos hematomas e só podem ser disparadas a uma distância de, no mínimo, 30 metros.

 

COMENTÁRIOS

A manchete resume o conceito mais moderno de democracia: é uma bomba de efeito moral que assusta mas não fere. É importante salientar que a democracia é uma arma usada para controlar situações de tumulto sem ferir ou matar os envolvidos. Graças! Diga-se de passagem (me conformando com meus leitores).

O que são democracias de efeito moral? O que seria da democracia sem essas bombas morais e esses cartuchos de balas de borracha? A multidão vai engolir a democracia?

Eu não saberia responder exatamente essas dúvidas. Mas procuro saber.

Uma coisa eu sei: a maioria dos votos não é a multidão.



Escrito por rafaelferreiracoelho às 01h57
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